Coisas estranhas estão acontecendo comigo ultimamente... Essa semana não tive prazer em malhar, talvez por causa da gripe. Segunda eu estava péssima, fiquei um tempão dentro do carro na academia pensando em ir para casa dormir. Só fui malhar porque lembrei que era dia de pesagem oficial (muito boa por sinal). Mas a aula de spinning foi uma tortura. O nariz escorrendo o tempo todo, eu tentava assoar na toalhinha, mas cada vez que eu fazia isso meu fôlego ia para as cucuias... Daí eu respirava mais forte, e mais catarro de novo. Comecei a respirar pela boca, a garganta inflamada secou, e na metade da aula minha garrafinha de água já tinha acabado. Para piorar, as músicas foram um bate-estaca eletrônico só, daquele tipo que não te estimula a pedalar. Ai, foi uma agonia. Fiquei contando os minutos para acabar. No jump foi melhorzinho, mas sofri de novo com o nariz escorrendo e a garganta seca.
Na terça eu estava melhor, pensei firme no basquete quando bateu a vontade de faltar. Mas também não foi lá essas coisas não. Joguei uma partida sem pegar na bola, perdi, passei 3 rodadas sentada esperando a vez de jogar de novo, e ficou nessa de joga-perde-espera a noite toda.
Ontem fui para a academia mais cedo, pensando em fazer esteira e spinning, e matar o jump, porque era aniversário da minha sogra. Só que quando acabou o spinning e liguei para o "mozinho", ele me lembrou que estava indo para a aula de inglês. Hehehehe, se lasqui. Na aula de spinning bateu de novo aquela enorme vontade de desistir quando começou o bate-estaca. Pensei logo "ai, sexta eu não venho". Li uma vez que, na academia, a cada aula o aluno decide se vai continuar ou não. Achei que tinha chegado ao ponto. A professora parece que ouviu meus pensamentos, e colocou uma balada ótima no final para fazermos uma montanha (isto é, pedalar em pé com carga pesada na bike simulando uma subidona). Cara, eu viajei. Foi maravilhoso! Tudo se apagou na minha vista, e eu só enxergava uma subida em curva, de noitinha, uma paisagem maravilhosa, um ventinho frio batendo no rosto. Amei. É incrível como a música faz toda a diferença na hora de malhar, né?
Outra coisa estranha (gente, esse post tá gigante) que aconteceu, só que boa, foi que eu estou perdendo a obsessão por comida. Serião! O aniversário da minha sogra parecia um rodízio de bolos e tortas. Eu olhava para as comidas e não me dava apetite nenhum. Acho que isso aconteceu por conta da gripe, aquela sede, garganta seca, e a última coisa que você quer é colocar algo salgado na boca. Comi um cubinho de queijo que tinha de tira-gosto e pareceu que eu tinha comido uma esponja: minha boca ficou secona. Fui para a cozinha, bebi uns 3 copos de água para matar a sede, comi uma banana e só. Aproveitei para bater papo com os cunhados e cunhadas que não via há muito tempo, e ficamos conversando sobre a viagem de abril. É a primeira vez que vou a uma festa sem pensar na comida. Será um milagre divino?